O que estamos a fazer?
Esta pergunta é o leitmotiv para
a tão pertinente e atual reflexão que Hannah Arendt desenvolve no livro A Condição
Humana.
“Este livro não oferece
resposta (…). Respostas são dadas diariamente no âmbito da política prática,
sujeitas ao acordo de muitos; (…). O que proponho nas páginas que se seguem é
uma reconsideração da condição humana à luz das nossas mais novas experiências
e dos nossos temores mais recentes. É óbvio que isto requer reflexão; e a
irreflexão — a imprudência temerária ou a irremediável confusão ou a
repetição complacente de “verdades” que se tornam triviais e vazias — parece
ser uma das caraterísticas do nosso tempo. O que proponho, portanto, é muito
simples: trata-se apenas de refletir sobre o que estamos a fazer.” (Arendt,
2001, p. 16)
No dia 4 de dezembro assinalam-se
os 50 anos da morte da autora do conceito de banalidade do mal (também
ele tantas vezes banalizado!).
Hannah Arendt continua a
conversar connosco, a obrigar-nos ao questionamento, à reflexão e ao
compromisso com a ação, a lembrar-nos que estamos a precisar urgentemente de
pensar “sobre o que estamos a fazer” — ao mundo e à (nossa) condição
humana.
Arendt, H. (2001). A
Condição Humana. Relógio D’ Água. (Para ler, na biblioteca da Escola
Secundária).
Comentários
Enviar um comentário